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EDUCANDO OS PRÓXIMOS LÍDERES
Entrevista com Cris Poli (Supernanny)
Publicado em 13.02.2009


O nome dela é praticamente desconhecido do público em geral, no entanto, poucos pais nunca ouviram falar do seu programa: Supernanny. Outra informação que poucos têm é que a educadora Cris Poli também é evangélica e congrega na Igreja Palavra Viva em São Paulo.

Cris Poli é argentina e dedicou 40 anos à educação infantil. Atuou como professora de algumas das mais respeitadas escolas de Buenos Aires até se mudar para São Paulo e aplicar seus conhecimentos em colégios da capital paulista. Formou-se em Educação pelo Instituto Nacional Superior del Profesorado en Lenguas Vivas Juan Ramón Fernandez, de Buenos Aires, na Argentina. No Brasil, fez Licenciatura em Letras Inglês-Português na USP.

Nesta entrevista exploramos a importância da relação dos pais com Deus, de que forma isto tem impacto no desenvolvimento da liderança já na infância e também a responsabilidade das igrejas neste assunto.

Quais estão sendo os maiores desafios na educação de filhos da última década?


Cris - Colocar limites, estabelecer uma rotina adequada à idade e exercer a verdadeira autoridade que os pais devem ter. Tudo isso dentro da correria do dia-a-dia e do pouco tempo que os pais têm para estarem com os filhos.

Que diferenças você observa nas visitas a lares cristãos e não-cristãos?

Cris - Não tenho encontrado muitas diferenças. Quando os pais solicitam a presença da Supernanny eles estão desesperados porque não conseguiram educar seus filhos da forma adequada. Nessa situação não existem diferenças.

O que os pais cristãos deveriam fazer para ajudar seus filhos a desenvolverem um relacionamento ativo com Deus ainda crianças?

Cris - O relacionamento com Deus se ensina através do exemplo diário que os filhos vêm nos pais. Se os pais têm esse relacionamento ativo com Deus e vivem essa comunhão de maneira sincera, diariamente, os filhos irão a desenvolver esse relacionamento naturalmente. Provérvios 22:6 diz "Ensina à criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele."

Que conselho daria aos pais e mães cristãos, que desejam formar não somente pessoas, mas principalmente futuros líderes na igreja e na sociedade?

Cris - Os líderes cristãos devem ter o caráter formado nos princípios da Palavra de Deus. Esse caráter deve ser modelado desde a primeira infância através da leitura da Bíblia e da vivência dos fundamentos ali desenvolvidos. Uma criança educada dessa maneira com certeza irá se destacar já entre os amiguinhos, na igreja, na escola, ou seja, onde ela estiver. Ser cristão significa ser um pequeno Cristo, e um pequeno Cristo, com certeza será um líder na sociedade onde ele atuar.

De que forma você avalia a maneira que as igrejas têm lidado com as crianças em seus espaços?

Cris - As crianças devem ter seu espaço para poder trabalhar com as outras da forma adequada e de acordo com a idade deles. Dizer que "as crianças atrapalham" ou deixar que sejam excluídas das programações das igrejas é não entender o verdadeiro chamamento de Cristo para elas. A Palavra não deixa dúvidas: "Deixai vir a mim as crianças porque delas é o Reino de Deus".

Como a igreja pode contribuir com os pais na formação cristã de seus filhos e oportunizar o desenvolvimento de dons e ministérios já na infância?

Cris - A igreja deve ter um ministério para crianças onde seja desenvolvido um trabalho em unidade com os pais através de palestras, workshops e reuniões onde eles possam receber orientações sobre como educar seus filhos e realizar um trabalho paralelo na igreja e nas casas. Família e igreja devem trabalhar em unidade na educação cristã das crianças.

Se pudesse voltar no tempo, o que teria feito diferente na educação dos seus próprios filhos que teria contribuído no desenvolvimento de características de liderança desde cedo?

Cris - Gostaria de ter tido o encontro com Jesus na minha infância e que meus filhos tivessem tido esse encontro também na infância. A minha conversão foi já adulta, casada e com três filhos adolescentes. Graças à misericórdia de Deus, toda minha família se converteu rapidamente e nossas vidas foram profundamente transformadas a partir disso.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o site www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

SBT QUESTIONA AVANÇO DAS IGREJAS EVANGÉLICAS NA TV



SBT questiona avanço das igrejas evangélicas na TV

Publicado em 15.09.2009

Na última segunda-feira (14), o diretor de rede do SBT, Guilherme Stoliar, foi a Brasília questionar ao governo sobre o avanço das igrejas, principalmente evangélicas, nas grades de programação das TVs. Segundo informou o colunista Daniel Castro, da Folha de S.Paulo, em reunião com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, Stoliar o questionou sobre a legalidade do arrendamento de espaços na televisão por igrejas.

Nos últimos anos, o SBT perdeu afiliadas para a Rede Record, controlada pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Neste ano, ficou sem sinal em Cuiabá, capital do Mato Grosso, após a parceira local da emissora paulista ter migrado para a Band, mediante parceria com a igreja que controla a Rede 21 (do Grupo Bandeirantes).

Em agosto, durante almoço com jornalistas, Stoliar ressaltou que "vender horário na TV, seja para igreja ou programa de vendas, é contra a lei". O executivo do SBT se baseou no decreto que regulamenta as operações de TV e rádio. O texto limita em 25% a cessão de espaços pelas emissoras. Na Record, por exemplo, só a Igreja Universal, em cinco horas diárias, ocupa 21% do total da programação.

O Ministério das Comunicações, Band e Record não quiseram comentar sobre o assunto. A Rede TV! disse não haver "impedimento legal" para a prática da venda de horários na programação.

FONTE: Portal Imprensa, 15/09/2009

ATLETAS DE CRISTO NÃO QUEREM SE CALAR




Publicado em 24.08.2009

Não é de hoje que os temas religião e futebol caminham juntos no Brasil. Tornou-se tradicional a oração no vestiário antes do início das partidas. Vários clubes de futebol têm capelas nas suas sedes. Muitos artilheiros comemoram gols apontando os dedos para o céu. E, quando um time sagra-se campeão, alguns jogadores exibem camisetas, faixas e outros adereços com mensagens religiosas.

A relação fé e futebol, entretanto, gerou uma situação constrangedora no final de junho, na decisão da Copa das Confederações, na África do Sul. A Fifa, que coíbe mensagens políticas ou religiosas durante as partidas dos torneios que organiza, mandou um alerta à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) porque os jogadores da seleção brasileira fizeram uma roda no centro do campo e rezaram após a vitória sobre os Estados Unidos.

No comunicado, a entidade máxima do futebol mundial pediu moderação nas manifestações religiosas durante as comemorações, mas não puniu ninguém, porque a oração ocorreu após o fim do jogo.

O professor André Gustavo Piragis, agente Fifa e coordenador do curso de pós-graduação em Gestão Esportiva da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), acredita que a Fifa vem se preocupando com essas manifestações no futebol em razão do acirramento de conflitos de fundo religioso e étnico em todo o mundo, especialmente no Oriente Médio. ''A ideia seria prevenir hostilidades e atos de violência'', argumenta Piragis.

''Embora a Fifa não se envolva em questões políticas, ela está atenta a tudo que está acontecendo no mundo, principalmente na questão social'', explica o professor.

Ex-jogadores e atletas na ativa entrevistados pela FOLHA se posicionaram contra a advertência da Fifa enviada à CBF. ''A gente não pode passar por cima da autoridade. Mas a Fifa fez uma determinação que foi cumprida, pois a oração dos jogadores da seleção aconteceu após a partida'', diz Carlos Eustáquio Caetano, o Carlão, ex-jogador (atuou no Atlético Mineiro, Coritiba e Grêmio, entre outros) e líder do grupo Atletas de Cristo em Curitiba - eles se reúnem uma vez por semana.

Carlão defende que as manifestações de fé no futebol não têm o objetivo de divulgar a religião e que deve haver liberdade de expressão. ''A Palavra nos ensina a glorificar Deus acima de tudo. Deus tem que participar também das coisas boas. Muitos jogadores pedem ajuda nos momentos difíceis, quando estão machucados, quando estão sem clube. É preciso agradecer nos bons momentos'', explica.

Alciney Wanderley de Miranda, também frequentador dos Atletas de Cristo e ex-jogador, argumenta que em outros países o futebol também se mistura com a fé. ''No Brasil, em todos os segmentos, muitas pessoas se converteram. E Deus tem observado a carreira desses atletas. Muitos viveram histórias tristes, deixaram para trás o vício, amparados na fé. Nos países árabes, muitos atletas muçulmanos manifestam sua crença. É algo normal'', diz Miranda.

O meia-atacante Marcelinho Paraíba, do Coritiba, acredita que devem ser permitidas manifestações religiosas no futebol. ''Acho que não tem nada a ver (a advertência da Fifa). É importante estar passando a Palavra, ela é sempre bem-vinda. Cada um tem sua religião e ela deve ser respeitada'', aponta o jogador, que é católico, assim como o atacante Marcos Aurélio, que tem opinião parecida.

''Religião, todo mundo tem a sua. É preciso haver respeito às diferenças. Não podemos esquecer Deus. No momento de fazer orações, o que pedimos é para fazer um bom jogo, para que ninguém se machuque, para que haja paz'', afirma o atacante.

FONTE: Folha de Londrina, 23/08/2009